Provavelmente, terá sido única, uma manifestação desta
envergadura e de carácter iminentemente cultural, que algum dia aconteceu
numa localidade, que não fosse numa sede de Concelho.
Desde logo, não foram muitas as aldeias a quem, há alguns séculos atrás,
foi atribuída carta de foral, tão pouco são muitas, aquelas que foram sede
de Concelho, até à reforma de Mouzinho da Silveira no século XIX.
A presença de tão elevado número de figuras em representação de outras
tantas Entidades Publicas, bem como de uma tão elevada participação de
pessoas de Frechas, nomeadamente da sua Juventude, são motivos que nos
enchem de satisfação, por isso dizemos, “valeu a pena tão árdua tarefa”.
São também manifestações desta natureza que têm força e alma, para
alavancar o desenvolvimento que as nossas aldeias e consequentemente a
nossa região merecem e há muito reclamam.
Só realmente aquilo que é autêntico e genuíno, tem um valor intrínseco
incalculável. Só aquilo que tem na sua história, as raízes profundas do
seu Povo, é capaz de o mobilizar. É também por isso, e assim, que se ganha
e conquista o progresso duma região, e consequentemente de um País.
Na nossa região, há já localidades a promover as rotas dos Castelos e dos
Museus. Porque não a partir de Terras como Frechas, pensarmos na rota dos
Pelourinhos e/ou dos Forais, envolvendo e contagiando deste forma, um
significativo número de Aldeias, de Regiões e consequentemente das suas
gentes?
FICA AQUI A IDEIA.
PS – Os nossos vizinhos e “Hermanos” de Espanha, com motivos menos
atraentes, promovem de tal forma o seu património, que o transformam num
factor fundamental no desenvolvimento socioeconómico, atenuando desta
forma, as assimetrias entre regiões.